Conheça a tragetória de Blaze Bayley

maio 10, 2008



Blaze Bayley durante apresentação

O inglês Blaze Bayley, era um vocalista praticamente desconhecido da banda Wolfsbane, também inglesa. Sua banda nunca chegou a sair do underground, mesmo tendo lançado o “Live Fast, Die Fast”, considerado um álbum impressionante pela crítica, mas que não obteve um sucesso satisfatório entre os fãs. Mas nem tudo foi em vão, graças a esse álbum, o Wolfsbane abriu vários show pro IRON MAIDEN da turnê do álbum “No prayer for the Dying” e Blaze logo de cara, impressionou Steve Harris, que caso Bruce Dickinson viesse a sair, já saberia quem colocar em seu lugar. E foi o que aconteceu! Em 1992, Bruce Dickinson sai da banda, alegando querer tomar novos rumos musicais. Após um descanso de 2 anos, Steve volta à ativa e resolve fazer um concurso para ver quem substituiria Bruce (um concurso que chegou a ser desnecessário, pois Harris já tinha em mente quem seria o novo vocalista da Donzela). Blaze, sem pensar duas vezes resolve participar, já que ele mesmo disse que o Wolfsbane estava tomando um direcionamento musical que não cabia a ele. A competição foi com Doogie White (atual Rainbow) , mas como já era de se esperar, o ex-vocalista do Wolfsbane acabou vencendo e seria ele o novo front man do Iron Maiden.

Steve estava passando por um momento complicado de sua vida, ele acabava de ter se divorciado de sua esposa e a saída de Bruce Dickinson causou um imenso problema pra ele. Ele passava por um momento de depressão e havia pensado em acabar com a banda, mas graças aos consolos de Dave Murray, ele passou a dedicar-se a banda como se fosse a única coisa do mundo pra ele. Mesmo o Blaze sendo novato, o grupo parecia mais entrosado e único do que nunca, e em 1995 sai o brilhante The X-Factor, um álbum extremamente raivoso, devido a fase que Steve tinha passado. Blaze atinge admiráveis performances vocais, como em Sign of the Cross, Lord of the Flies, Fortunes of War e Blood on the World’s Hands. Mas por incrível que pareça, a recepção ao Blaze não foi das melhores, do CD então, muito menos. Logo em seguida eles começaram a turnê, onde Harris tocava toda música com uma garra e vontade invejável, assim como toda a banda. A prova disso é o legendário show do Chile, onde um infeliz cospe no Blaze, que fica furioso e começa a xingar até a 5ª geração do cara e chama ele pro braço diversas vezes, enquanto Harris estava prestes a ter um ataque de nervos. Por sorte, ele acabou sendo retirado do show e não ocorreu mais nenhum problema. A banda tocou no Brasil, participando do festival Monster of Rock. Em 1998, se iniciaram as gravações do sucessor do X-Factor, Virtual XI, com temas futuristas e dedicados a Copa do Mundo(na copa o garoto vê a final entre Brasil e Inglaterra). Com um maior astral, o cd mostrou grandes clássicos , como Futureal e The Clansman.

Logo após sua saída, Blaze deu tempo para pensar em tudo e só então seguir em carreira solo. Foi coagitada a sua volta pro Wolfsbane, que ele logo descartou de cara. Ele realizou um concurso para ver quem seria os novos membros da banda. Foram mandadas fitas de toda a região do mundo, mas ele optou por músicos britânicos de extrema competência, que segundo em entrevista à Rock Brigade, isso se deve a uma questão de cultura, pois sem sombra de dúvidas, a Inglaterra é país do Heavy Metal. E em maio, saiu o primeiro trabalho solo da banda, intitulada Blaze, o fantástico Silicon Messiah. O CD fala principalmente da inteligência artificial e sobre o mundo do silício. Parece tudo perfeito, guitarras pesadas, bateria direta,baixo de primeira linha e Blaze cantando admiravelmente bem. Alguns críticos chegaram a eleger como um clássico de todo o Heavy Metal, o que dependendo do ponto de vista, não é exagero! Destaque para as músicas Stare at the Sun, The Launch, Ghost in the Machine, Born as Stranger e The Brave.